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quinta-feira, 17/09/2020

Centrais Sindicais lançam campanha #600peloBrasil, com abaixo-assinado e pressão sobre o Congresso

Campanha das centrais sindicais segue com abaixo-assinado virtual. Saiba como participar (arte: divulgação)

As 11 maiores centrais sindicais brasileiras lançaram nesta quinta-feira, 17 de setembro, a campanha #600peloBrasil. A mobilização unificada visa pressionar o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM) a colocar em votação a Medida Provisória 1000/2020, que prorrogou o auxílio emergencial até dezembro, mas reduziu o valor pela metade.

O mote é “600 Pelo Brasil – Coloca o Auxílio Emergencial pra votar, Maia. É bom para o povo, para a economia e para o Brasil”.

Além de pressionar Maia, a campanha vai fazer pressão sobre os parlamentares para que aumentem o valor do auxílio, reduzido pela nova MP para R$ 300. A exigência é que seja mantido o valor de R$ 600 (e R$ 1.200 para as mães chefes de família) até dezembro.

Enviada ao Congresso no último dia 3 de setembro, a MP teve mais de 260 propostas de emendas, a maioria sugerindo a elevação do valor, mas o governo Bolsonaro age nos bastidores junto a Rodrigo Maia e líderes partidários para que a MP não seja votada.

Como o prazo de validade da MP é de 120 dias, o mesmo previsto para a duração do pagamento dos R$ 300, o objetivo de Bolsonaro é não votar a medida, para não correr o risco de haver mudança no Congresso.

A campanha, impulsionada pela centrais CSP-Conlutas, CUT, Força, UGT, CTB, CSB, NCST, CGTB, Intersindical, Intersindical Instrumento de Luta e Pública, inclui a realização de um abaixo-assinado eletrônico e coleta presencial nos locais de trabalho e bairros, ações nas redes sociais e pressão sobre o Congresso.

A mobilização será articulada também com os movimentos sociais e populares, torcidas organizadas de futebol e outras campanhas.

Em nota, as centrais destacam que ao cortar o Auxílio Emergencial pela metade, reduzindo-o para R$ 300, a MP restringe “a capacidade de milhões de famílias brasileiras enfrentar as consequências da crise sanitária causada pela pandemia do Coronavírus, especialmente para pagar alimentação, moradia, transporte, bens de consumo básicos, além de todas as outras necessidades”. Um fato, principalmente, neste momento de disparada de carestia e no preço dos alimentos.

Confira aqui a íntegra da nota das centrais sindicais.

Participe e compartilhe o abaixo-assinado pela manutenção do auxílio emergencial de R$ 600 reais até dezembro de 2020.


*Com informações da CSP/Conlutas.

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