RESOLUÇÃO POLÍTICA DA FENASPS SOBRE O SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES

O segundo turno das eleições coloca para a classe trabalhadora e suas organizações a tarefa de mobilizar suas bases, unificar as ações com diferentes setores da sociedade organizada e ocupar as ruas intensificando a luta contra o avanço do fascismo e a extrema direita, em defesa das liberdades democráticas, dos direitos sociais, da soberania dos povos e a luta contra o imperialismo. Para a FENASPS, essa tarefa deve estar articulada ao fortalecimento da organização coletiva, com autonomia e independência de classe.
Conforme a aprovada na Plenária Nacional de 26 de setembro de 2026 (veja aqui), o avanço da extrema direita e do fascismo integra uma ofensiva contra as conquistas e os direitos dos trabalhadores e sua capacidade de resistência. A defesa de projetos autoritários, a subordinação ao imperialismo a entrega das riquezas naturais, passa por ataques aos sindicatos, movimentos sociais e organizações populares e são uma ameaça real e concreta, que exige enfrentamento político e mobilização permanente de todos os setores que lutam pelos avanços civilizatórios duramente conquistados em séculos de luta.
Nesse contexto, o papel das organizações no segundo turno deve ter como centralidade a defesa de melhores condições de vida da população e a defesa das conquistas da classe trabalhadora. Direitos trabalhistas, previdenciários saúde e educação pública, serviços públicos de qualidade, liberdade de organização da classe, fortalecer a soberania nacional e digital, devem orientar a nossa ação e orientação à classe trabalhadora diante dos projetos em disputa nestas eleições. Bem como combatermos o programa de governo do candidato da extrema-direita que defende a desvinculação do salário mínimo, congelamento dos benefícios de aposentadoria do RGPS e congelamento dos reajustes para servidores públicos
A FENASPS reafirma sua luta e oposição intransigente às contrarreformas administrativa, trabalhista e previdenciária, ao arrocho fiscal, bem como e às medidas que transferem aos trabalhadores o custo dos ajustes fiscais, que precarizam o atendimento à população e enfraquecem as políticas sociais.
A defesa das liberdades democráticas é parte indispensável dessa luta. A liberdade de manifestação, o direito de greve livre organização sindical e popular, são conquistas históricas que permitem à classe trabalhadora defender seus interesses e enfrentar a exploração. Combater o autoritarismo exige também enfrentar o racismo, a misoginia, a LGBTfobia e todas as formas de discriminação utilizadas para dividir os trabalhadores e legitimar a violência.
A FENASPS orienta seus sindicatos estaduais filiados, a fortalecer as lutas, convocando as base para se engajarem ativamente nesse processo contra o fascismo e a extrema direita, intensificando, durante o segundo turno, o debate político com a categoria, a organização nos locais de trabalho e a mobilização em defesa dos direitos sociais e das liberdades democráticas. Esse engajamento deve fortalecer a unidade, a autonomia e a independência da classe trabalhadora, articulando a atuação neste período à continuidade das lutas após as eleições.
Cabe às entidades sindicais ampliar o debate com suas bases, promover a formação política exigir compromissos públicos com os direitos sociais e as liberdades democráticas. Esse processo deve fortalecer a participação consciente da categoria e sua capacidade de organização para além do calendário eleitoral.
A autonomia e a independência da classe trabalhadora são princípios inegociáveis. A unidade necessária ao enfrentamento do fascismo e da extrema direita deve preservar a liberdade de crítica e a capacidade de mobilização diante de qualquer governo. A conciliação de classes não supera os conflitos entre os interesses dos trabalhadores e os do capital, nem pode justificar o adiamento das reivindicações da categoria. A FENASPS reafirma que o enfrentamento ao fascismo não se encerra no processo eleitoral. Exige organização nos locais de trabalho, fortalecimento das entidades de classe e mobilização nas ruas.
A Federação reafirma, assim, a centralidade da unidade, da autonomia e da independência da classe trabalhadora na luta contra o fascismo, a extrema direita e o imperialismo. A atuação neste segundo turno deve contribuir para fortalecer essa luta e preparar a categoria para os enfrentamentos do período seguinte
Brasília, 08 de outubro de 2026
Diretoria Colegiada da Fenasps
Baixe a nota completa em PDF abaixo: