8 DE MARÇO – DIA INTERNACIONAL DA MULHER: LUTA, RESISTÊNCIA E O DIREITO DE VIVER

O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, é um momento de reiterar a importância das mulheres na história de luta de classes no Brasil e no mundo. As mulheres sempre estiveram nas trincheiras em defesa dos direitos, da igualdade social e por uma sociedade justa, sem preconceito e em defesa da emancipação humana. É um chamado à sociedade para enfrentar as desigualdades de gênero e raça e, sobretudo, combater todas as formas de violência contra as mulheres.
É fundamental articular as lutas pelo fim das desigualdades raciais e sexuais que marcam a história patriarcal da América Latina. Como disse nossa saudosa e combatente militante histórica – Lélia González: para as mulheres “o caráter duplo da sua condição biológica – racial e/ou sexual – as torna mais oprimidas e exploradas em uma região de capitalismo patriarcal-racista dependente”.
Portanto, neste dia que marca a importância das mulheres nas lutas, queremos prestar homenagem, especialmente às mulheres guerreiras e lutadoras, que diariamente constroem um serviço público de qualidade comprometido com a vida e com os direitos da população. Mulheres que, com dedicação e sensibilidade, atuam em diferentes áreas do Estado, garantindo políticas públicas, cuidado e proteção social.
Nosso reconhecimento especial às servidoras da Anvisa, do INSS e do Ministério da Saúde, que com profissionalismo e compromisso social desempenham um papel fundamental na defesa da saúde, da seguridade social e do bem-estar da população brasileira.
Porém, este também é um dia de indignação e de denúncia.
Os números da violência contra as mulheres no Brasil continuam alarmantes. Em 2025, o Brasil, segundo informações divulgadas na imprensa, registrou cerca de 1.470 feminicídios, o maior número já contabilizado, o que representa uma média de quatro mulheres assassinadas por dia apenas por serem mulheres.
Na última década, mais de 13 mil mulheres, de acordo com o Senado Federal, foram vítimas de feminicídio no Brasil, muitas delas dentro da própria casa e, na maioria das vezes, mortas por parceiros ou ex-parceiros.
Que o 8 de março seja também um dia de reafirmar o compromisso coletivo com o enfrentamento da violência de gênero, com políticas públicas efetivas de proteção às mulheres e com a construção de uma sociedade mais justa, segura e igualitária para mulheres.
Seguimos na luta por respeito, dignidade e vida para todas as mulheres e meninas.
O combate ao machismo e a violência contra às mulheres deve ser todos os dias e um compromisso de todas e todos nós!
Mais que flores, as mulheres merecem direitos e respeito!!!
NENHUMA MULHER A MENOS!!!