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Fenasps

sexta-feira, 07/12/2018

Centrais sindicais realizam ato nacional em 11 de dezembro em defesa do Ministério do Trabalho

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A Fenasps orienta a participação de todos os servidores nos atos unificados das centrais sindicais!

 

Diante da confirmação pelo presidente eleito Jair Bolsonaro da extinção do Ministério do Trabalho com o início do próximo governo, as centrais sindicais estão convocando um dia nacional de atos em defesa do órgão. A proposta é que no próximo dia 11 (terça-feira) sejam realizadas manifestações em frente às SRTE (Superintendências Regionais do Trabalho), antigas DRTs, em todo o país.

 

Bolsonaro e seu futuro ministro Onyx Lorezoni confirmaram no início dessa semana que o Ministério do Trabalho deixará de existir a partir de 2019. As atribuições da pasta serão distribuídas para outros ministérios e órgãos.

 

Sob as ordens de Paulo Guedes (Economia) e Osmar Terra (Cidadania) serão divididas as políticas de emprego, contemplando ações voltadas para o empregado e para empresários. Já a concessão de cartas sindicais e fiscalização das condições de trabalho ficarão a cargo de Sergio Moro (Justiça).

 

O fim da Pasta coloca em xeque importantes atribuições do ministério, como a fiscalização das condições de trabalho, inclusive de casos de trabalho escravo e das condições de saúde e segurança nos locais de trabalho, políticas de emprego e renda, entre outras.

 

Além disso, colocar a cargo do Ministério da Justiça e da Segurança Pública a decisão sobre concessão de cartas sindicais e o funcionamento de sindicatos traz uma grave ameaça à liberdade e autonomia dos trabalhadores, lembrando o tempo em que as entidades sindicais viviam sob a ameaça de intervenção.

 

O desmonte do Ministério do Trabalho e outras declarações de Bolsonaro, que também essa semana disse que é “difícil ser patrão” no Brasil e defendeu o aprofundamento da Reforma Trabalhista, sem contar que também pretende fazer a Reforma da Previdência, demonstram que o compromisso do presidente eleito é, de fato, com os patrões. Por isso, defende o “fim do ativismo” no país, ou seja, o enfraquecimento dos sindicatos e das lutas dos trabalhadores.

 

Com informações do site da CSP-Conlutas.

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