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sexta-feira, 19/03/21

Por uma consciência internacional contra o racismo: vidas negras importam!

Nós dizemos NÃO ao racismo! Entre nesta luta você também (diagramação de Pedro Mesidor sobre foto de Waldir Évora)

Na próxima semana temos uma importante data, o 21 de março. Dia em que rememoramos o Massacre de Shaperville, em Johanesburgo, África do Sul, em 1960, quando 69 pessoas foram mortas pelo exército e outras 186 ficaram feridas devido às práticas racistas daquele governo.

O Dia Internacional de luta contra a discriminação racial faz parte do calendário da Organização das Nações Unidas (ONU) para dar visibilidade às lutas contra a discriminação, denunciar o racismo e não deixar passar despercebidas diversas outras atitudes de discriminação racial pelo mundo. Estamos vivendo tempos tenebrosos, de recrudescimento da cultura do ódio, do assédio sexual, do estupro, do extermínio da juventude negra.

A violência policial e o racismo estrutural põem em evidência como corpos negros e periféricos podem ser descartados por meio da necropolítica e da exclusão das pessoas negras do mundo do trabalho, dos serviços públicos e da convivência social.

O combate à discriminação é dever constitucional

É alarmante o encarceramento em massa e o genocídio do povo preto. As religiões de matrizes africanas que são pilares fundamentais para a construção de nossa negritude, sofrem um racismo religioso que mata e destrói nossos espaços sagrados. O país tem a obrigação de respeitar e proteger esses cultos conforme está previsto na Constituição Federal de 1988.

Exigimos respeito às comunidades quilombolas, a quem tem sido negado o seu direito à terra e às demais políticas públicas, bem como proteção aos indígenas, povos originários, quem tem vivido sob uma política devastadora de seus territórios imposta pelo agronegócio e pelas mineradoras.

Nos manifestamos em defesa das mulheres, pois, com a pandemia, aumentaram os índices de feminicídio, decorrente da falta de uma política pública de segurança e prevenção à violência doméstica. No Brasil, o desgoverno negacionista e genocida de Bolsonaro deixa a população à mercê da própria sorte.

Estamos muito próximos de romper a triste e fatídica barreira das 300 mil mortes causadas pela Covid-19! A grande maioria desses óbitos é de negros e negras, tendo escancarado as desigualdades sociais e raciais no Brasil.

Além disso, a massa de desempregadas e desempregados tem aumentado sobremaneira. E, quando conseguem emprego, as(os) trabalhadoras(os) negras(os) ganham em média 50% a menos que os demais trabalhadores brancos. Situação acirrada pelo aumento do trabalho informal e a chamada “uberização” da classe trabalhadora.

Na luta contra a destruição de todas políticas sociais

Por meio deste Manifesto contra a discriminação racial, as entidades signatárias, Partidos Democráticos Populares do campo progressista, das esquerdas, Frentes, Marchas, Levantes, Movimentos Sociais, Sindicatos, Centrais Sindicais, Coletivos Nacionais e Internacionais, pretendem, além de mobilizar a sociedade contra as práticas racistas, vêm exigir, urgentemente, vacinação já para todas e todos pelo SUS, auxílio emergencial de, no mínimo, R$600,00 até o fim da pandemia, além de proteção ao(à) trabalhador(a) em face do desemprego.

Somamos a milhares de vozes pelo Fora Bolsonaro Genocida! O conjunto da obra deste desgoverno passou dos limites, uma flagrante irresponsabilidade sanitária, administrativa e governamental.

O Governo Federal do Brasil age para desconstruir todas as políticas sociais, tenta inviabilizar a luta contra o racismo e a luta pela sobrevivência, diante do caos humanitário acirrado pela pandemia da Covid19, que atinge de forma brutal o nosso povo preto, pobre e periférico.

Por uma consciência internacional contra o racismo!

Vacinação gratuita pelo SUS, já!

Auxílio Emergencial de R$600 até o fim da pandemia já!

Parem de nos matar! Vidas negras importam!

Fora Bolsonaro genocida!

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