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Ocupar Brasília e preparar uma Greve Geral de 48 horas!

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Pela retirada imediata das reformas da Previdência e Trabalhista! Pela revogação da lei das terceirizações! Pra botar pra Fora Temer e os corruptos do Congresso Nacional!


No último dia 28 de abril, visando derrotar as reformas de Temer, nós paramos o Brasil, possivelmente na maior Greve Geral já realizada pós a ditadura militar. O fizemos num amplo movimento unitário e com a participação efetiva de 40 milhões de trabalhadores e trabalhadoras de nosso país. Foram desde os bloqueios de vias, piquetes em fábricas, em obras e em garagens, bem como pela ação de enormes parcelas dos movimentos populares urbano, rural, quilombola e indígena. Além desses, o funcionalismo federal, estadual e municipal, assim como nossa juventude e os que lutam contra as opressões, puderam mandar um nítido recado ao governo Temer e ao congresso corrupto: Não aceitamos que mexam nos nossos direitos e por esta causa estamos dispostos a lutar até a nossa vitória.

 

Após a vitoriosa Greve Geral, realizada no último dia 28 de abril em unidade com todas as Centrais Sindicais e diversos setores dos movimentos sociais, entendemos que agora a nossa tarefa deve ser “Ocupar Brasília e realizar uma nova Greve Geral, agora de 48 horas. Nossa luta seguirá norteada pela exigência à retirada, imediata, das reformas da Previdência e Trabalhista e pela Revogação da Lei das Terceirizações. Também lutamos para botar pra fora o Temer e os corruptos desse Congresso Nacional!

 

Neste sentido, apontamos esse caminho e essas tarefas como necessidade imediata de nossa classe frente a esse conjunto de ataques a que querem nos submeter.

 

Para preparar essas ações nos apoiaremos nos comitês de base que já foram criados e naqueles que ainda devemos desenvolver como instrumentos destacados do envolvimento e ação unitária do conjunto de nossa classe. Da mesma forma seguiremos integrados aos calendários e ações definidos comumente na reunião de todas as centrais sindicais que ocorreu nessa quinta-feira, em São Paulo:

 

De 8 à 12 de maio
• Comitiva permanente de dirigentes sindicais no Congresso Nacional para pressionar os deputados e senadores;
• Realizar atos de protestos e atividades, em todos os estados, nos aeroportos, casas e bairros onde moram, ou seja, na base eleitoral dos deputados e senadores.
• Atividades na base sindicais e nas ruas para continuar e aprofundar o debate com os trabalhadores e a população, sobre os efeitos negativos para a toda sociedade e para o desenvolvimento econômico e social brasileiro.


De 15 à 19 de maio – "Ocupe Brasília!"
• Conclamamos diversas categorias de trabalhadores do campo e da cidade, os movimentos sociais e de cultura, a juventude, a ocuparem Brasília para reiterar que a população brasileira é frontalmente contra a aprovação da reforma da Previdência, da reforma trabalhista e de toda e qualquer retirada de direitos;

• Marcha para Brasília: em conjunto com as organizações sindicais e sociais e a juventude de todo o país, realizar uma grande manifestação em Brasília contra a retirada de direitos.



As Centrais Sindicais se comprometem ainda em nota publicada que se este calendário não for suficiente será organizada uma nova Greve Geral: “Se isso ainda não bastar, as Centrais Sindicais assumem o compromisso de organizar uma Greve Geral ainda mais forte do que foi o 28 de abril”, afirma a nota.

 

A CSP-Conlutas vai construir todas essas iniciativas unitárias e as colocará a serviço da preparação desde já, de uma nova Greve Geral. Desta vez, de 48 horas, que vise enterrar essas reformas, revogar a lei das terceirizações e botar pra Fora o Temer e os corruptos do Congresso Nacional.

 

Opinamos que essas bandeiras deveriam ser assumidas pelo conjunto das organizações do movimento, pois entendemos serem essas necessidades objetivas e imediatas de nossa classe e que, portanto, não há o que negociar em tais medidas. É possível e necessário derrotar as reformas e derrubar esse governo. Levaremos esse debate para deliberação nas assembleias das categorias, reuniões de entidades e comitês de base.

 

Repudiamos veementemente a repressão e a criminalização dos movimentos sociais que vêm sendo vítimas de uma brutal ofensiva dos governos federal, estaduais e municipais. Repressão e criminalização que aconteceram durante o Acampamento Terra Livre em Brasília, na brutalidade repressiva da PM do Rio de Janeiro, no violento caso que vitimou o jovem Mateus em Goiânia (GO) ou nas inúmeras prisões de ativistas ocorridas durante a Greve Geral do último dia 28 e na emboscada desferida pelo latifúndio contra os índios Gamelas no Maranhão.

 

Essas ações não nos intimidarão. Lutaremos até a vitória!

 

*Fonte: Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas

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