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Fenasps e entidades repudiam afirmações de Maia e Guedes: "servidor ficará sem salário caso reforma da Previdência não seja aprovada"

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Rodrigo Maia e Paulo Guedes, respectivamente, afirmam que servidores ficarão sem salários caso reforma da Previdência não seja aprovada

 

"A primeira coisa que vai acontecer, caso a reforma [da Previdência] não seja aprovada, é a interrupção do pagamentos de salários. E os primeiros a perder serão os servidores públicos". A afirmação é do ministro da Economia, Paulo Guedes, feita no dia 25 de março, durante reunião da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), em Brasília.

 

A fala de Guedes, como se não bastasse por si só, ainda vem acompanhada de uma outra frase, de igual impacto, desta vez do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que afirmou que "servidor público que sabe fazer conta, vai fazer uma associação para defender a reforma da Previdência, porque senão sabe que vai ficar sem aposentadoria".

 

Diante dessas afirmações, o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), do qual a Fenasps faz parte e que representa mais de um milhão de trabalhadores do funcionalismo público federal, divulgou uma nota repudiando veementemente essas declarações, salientando que as mesmas demonstram uma chantagem e revelam o desespero deste governo, que, assim como durante o período eleitoral de 2018, continua usando fakenews para tentar impor sua agenda ultraliberal.

 

As afirmações, ainda segundo a nota, deixam transparecer também o despreparo do ministro, que ignora a Constituição Federal, já que a mesma garante o pagamento do salário dos servidores, mesmo com os ataques provenientes da Lei de Responsabilidade Fiscal e da Emenda Constitucional (EC) n° 95, aprovada para precarizar os serviços públicos prestados à população e engessar a gestão pública, ao mesmo tempo em que corta investimentos e a contratação de pessoal.

 

O Fonasefe finaliza sua nota afirmando que não existe nenhuma negociação com a reforma que privilegia banqueiros e patrões! Os(as) trabalhadores(as) devem permanecer unidos, combatendo a Reforma da Previdência que ataca a classe trabalhadora e a população mais pobre.

 

As entidades sindicais estão em permanente mobilização na construção da Greve Geral dos Trabalhadores e das Trabalhadoras para barrar a reforma e os demais ataques deste governo ultraliberal!

 

Confira aqui a íntegra da nota do Fonasefe.

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