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Governo corta arbitrariamente 56% da gratificação de servidores da Auditoria do SUS em quatro estados

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Gratificação, que corresponde a três vezes o salário base, vem sendo cortada desde abril deste ano. “Vamos lutar para reparar esse ato arbitrário”, afirma diretoria do Sintfesp-GO/TO, sindicato filiado à Fenasps (foto: Mauro Mota)

 

Servidoras/es do Ministério da Saúde que atuam na auditoria do SUS nos estados de Goiás, Rio de Janeiro, Sergipe e Rio Grande do Sul estão desde abril sem receber o correspondente a 56% de suas gratificações de produtividade. O ato é resultado de decisão unilateral e arbitrária da Secretaria de Gestão Estratégica Participativa – SGEP, do Ministério da Saúde.

 

Devido à dificuldade interna de recursos humanos, a chefia da auditoria em cada estado havia solicitado ao Departamento Nacional de Auditoria do SUS que reduzisse proporcionalmente a meta de produtividade, com o que o DENASUS concordou. A SGEP, no entanto, não apenas desautorizou a redução da meta como comandou o corte da gratificação.

 

Lotada na auditoria do SUS em Goiás, a servidora Zélia de Souza é uma das 16 pessoas prejudicadas no estado. “Foi uma violência! Tiraram nosso salário sem nenhuma consideração com as nossas condições de sobrevivência”, denuncia. Zélia se sente “injustiçada” já que não houve redução individual na produtividade dela nem dos outros 15 colegas afetados com a decisão da SGEP. Ela afirma que mais lesados ainda são os servidores novatos cujo salário base é menor do que o dos antigos de casa.

 

Preocupada com o problema, na última sexta-feira, dia 2 de agosto, a diretoria colegiada do Sintfesp-Go/To teve uma reunião sobre o assunto com alguns servidores do Núcleo Estadual do Ministério da Saúde em Goiás (NEMS/GO).

 

Como encaminhamento foi formada uma comissão local que irá articular-se nacionalmente com a União Nacional dos Auditores do SUS – UNASUS e com outras entidades nacionais representativas da categoria, como a Fenasps e a CNTSS, já que a injustiça atinge servidores em pelo menos quatro estados.

 

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"Vamos lutar para reparar esse ato arbitrário", afirmou a diretora Rita Aparecida, do Sintfesp. Também participaram da reunião as/os diretores/as Mauro Mota (em destaque na foto acima à esquerda), Terezinha Aguiar, Wilma Almeida, Waldina Miliolli, Dimas Macedo e Jesulina Regis e os trabalhadores do NEMS Mauro Rodrigues, Luiz Carlos Campos e Zélia de Souza.

 

*Fonte: Sintfesp-GO/TO.

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